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domingo, 24 de maio de 2020

Retornando as atividades !


O hábito faz o monge. Tudo na vida tem sentido. Eu estava afastado das telas e a quarentena me trouxe de volta. Vamos colorir a pandemia ! 120x90 espatula/pincel - Acrilico em tela - #pintura #quarentena #arte #pinturaemtela #pandemia -


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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Paisagem do campo

Boa noite pessoal !

Desde os meus 10 anos de idade, quando avistei um disco voador no final da minha festa de aniversário ( detalhe - eu não bebia ) à noite, por volta das 9 da noite que esta imagem me salta na mente desprevenidamente. Muitas pessoas acham que eu estava louco ou que eu estava sonhando e, por mais que eu argumente, o mínimo que sou estereotipado é de "viajado". O fato é que vi com esses olhos inocentes, na época. Era imenso, fazia um barulho como o de um ar condicionado, bem grave e suave. Suas luzes acendiam como se circulasse ao redor do disco e , ao se encontrarem, tomavam destinos inversos até se encontra novamente. Fiquei atônito e assustado na porta da cozinha de minha mãe. Meus pais estavam na frente da casa se despedindo dos meus amiguinhos enquanto eu estava roubando pedaços de bolo e salgadinhos da mesa. Quando fui na porta da cozinha e olhei pra cima, vi aquele imenso disco como descrito. Depois de perceber o que era, fiquei uns 10 segundos em estado de choque e o disco desapareceu numa velocidade de um cometa. Consegui correr e gritar: Mãe, um disco voador ! Um disco voador !!  Quando minha genitora olhou pra cima, já nao tinha mais nada. Em fim, só eu o avistei naquele dia.

Tenho certeza, por vários motivos, que seria muita inocência ou pretensão achar que estamos sozinhos num universo com bilhões de galaxias. Se estudarmos a história do povo Egipcio, ou até mesmo aqui na America do Sul (Bolívia), em Puma Punku, veremos o uso de tecnologias e arquitetura diferenciada, com extrema precisão nos cortes, moldes etc.

No último sábado, depois de alguns anos, me veio esta imagem em sonho e resolvi pinta-la. Não estou nem ai se vão achar que é verdade ou mentira minha historia, mas acredito que um dia esta realidade vai ser descoberta e exposta a todos os habitantes da terra.

Segue abaixo o que sonhei e transmiti em tela

Detalhe - A árvore ao lado da casa é um pé de jaca, ftuta bastante abundante aqui no nordeste do Brasil, muito gostosa por sinal


Um abraço pra todos vocês


sábado, 21 de janeiro de 2017

Original vem de Originalidade

Boa noite leitores ! Não vou falar de minhas obras nem expor o que produzi. 

Hoje à tarde estava com meus pensamentos, ventos, piados, barulho de carros e motos e minha mente silenciosa, perene, vagando nas profundezas de minhas interrogações.  Pensando no que fazer de novo para meus potenciais clientes, longe das mesmices e mergulhado no espirito quebrador de paradigmas, questionei-me: Por que se compra tantas cópias de pinturas no comércio?

Atribui-se vários motivos banais, porém de cara se pensa logo  no "preço". Impressões ou cópias de pinturas de artistas famosos ou desconhecidos ( tanto faz na verdade), são vendidas aos montes como se vende "um cacho de banana" no mercado de São José no Recife. Será o poder aquisitivo da grande massa deteriorado e consequente de muitos fatores socio/culturais a justificativa para comprar as obras simplesmente pela representação pictórica, fria e industrializada? É que a grande massa não está capacitada a reconhecer certos valores, em artes ou em qualquer assunto que exija um certo nível de entendimento das coisas, em termos de qualidade, acabamento, originalidade, destreza técnica, em fim, não reconhece o que é feito pelas mãos do homem pois possuem um valor humano inestimável e seria digno de prioridade. 

Não desmereço quem trabalha com impressões, inclusive pretendo ter em minha loja virtual um departamento só de impressões em tela e em vários materiais, porém acho que uma obra original é de um valor singular. O artista tem que receber e estar satisfeito com o valor de sua destreza, idéias e todo o trabalho envolvido. O cliente que geralmente está interessado só no preço, desmerece imediatamente os atributos reais do artista e desrespeita a sua obra 

O trabalho do artista não se resume somente em produzir e vender. Todo um trabalho e estudo do ambiente deve ser compreendido para que sua obra interaja em relação harmônica com as cores do local, os móveis, tapetes, piso e com o cliente principalmente.  Não que a escolha se baseie nesses atributos, porém a compatibilidade e harmonia de sua obra seja um gerador de confluência.

Particularmente, quando algum cliente gosta de algum quadro meu que já foi vendido, prefiro pintar outro "quase igual", pois sabemos que não ficam totalmente perfeitos, do que vender uma impressão. Mas se o mesmo preferir, a impressão será vendida da mesma forma.

Pra finalizar, uma coisa me entristece muito. Vários clientes com potencial relativamente baixo de compra, preferem comprar um quadro industrializado em uma loja qualquer, totalmente descompromissada com a arte em muitos casos, pelo preço que está na prateleira do que adquirir um original da própria mão do artista, por diferenças mínimas de preço, e ousadamente, atribuem valores desprezíveis na sua obra. Além de não reconhecer o real valor da arte, não valorizam o artista de sua terra, não conseguem visualizar que geralmente ele vive do que produz, e contribui para a mecanização e a perda do encanto artistico, assim como as flores de plástico, que enfeitam, harmonizam, deixam o ambiente lindo,  mas nunca serão flores.

Um abraço no coração de todos !

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Penumbra do dia

As vezes, há momentos que a alma anseia por construir mas o nosso ser criativo está dormindo por algum motivo ou problema cotidiano.. Porém, os sentidos nos ajudam a aflorar o que está latente e vivo dentro de nós.  Sempre me perguntei se o combustível do artista é inspiração ou transpiração.  Acredito que é um misto das duas coisas. Inspirar-se sem trabalho é pensamento ou meras conjecturas.  Trabalho sem inspiração é mecanicidade, trivialismo e mesmice.

O espirito de um artista é como um lobo com fome de arte, que corre na mata noturna a procura de sua presa, de sua caça para saciar os seus extintos, o que nasceu com ele, tudo que ele é e tudo que foi lhe dado. E no clímax desta caçada, por mais que maldosa aos nossos olhos, cumpre-se a natureza do lobo. O artista-lobo, caça a sua arte com seus sentidos, com sua visão diferente, as vezes simplória porém precisa, mas que transmite seu recado.

Não importa para mim sua ótica minimalista ou capacidade intelectual de analisar a complexidade das minhas pinceladas ou espatuladas. A visão entra e a arte sai. O pensamento delinia-se e as pinceladas concretizam-se.  

Os grandes mestres não nasceram mestres.  Nasceram lobos que caçaram a arte com todas as suas forças. O resultado? Seus extintos !

Mais uma simples coisa para a minha coleção de coisas simples. Mas, lobo que sou, continuo a perseguir !!!


Um abraço no coração de todos !!






sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Tributo a Allan Pettersson

Boa noite pessoal !!

Tenho o hábito de pintar ouvindo música clássica por vários motivos. Na minha formação terapêutica, aprendi que os sons tem várias propriedades, que vão desde a cura ou melhoramento do bem estar até as inspirações mais sublimes. Estimula a memória, alivia dores, acalma a mente e ajuda o corpo a entrar em harmonia. Em uma matéria do site "O Globo" - Clique aqui para ler - informa que celulas tumorais expostas a 5a Sinfonia de Beethoven, perderam tamanho e morreram.

Pois bem . Como todo artista, um pouco perfeccionista, gosto de fabricar as minhas próprias telas por que as vendidas comumente no comércio deixam a desejar em matéria de qualidade, acabamento e preço. Abri meu navegador no youtube e pesquisei por música clássica, cliquei em uma das primeiras que vi pela frente e fui fabricar minhas telas na santa paz . De longe, e com os ouvidos apurados graças ao Grande Arquiteto do Universo(Deus), ouvi ao longe melodias e harmonias nunca ouvidas por mim, numa construção erudita. Timbres, sonoridades bem construídas harmonicamente falando, trechos em que toda a orquestra parecia desmoronar e recompor-se em seguida, uma orquestração fora do comum etc.  Larguei as ferramentas e vim saber que diabos era aquilo que estava tocando, quem era o compositor daquela magnificência em forma de música. Era simplesmente um tal de "Gustav Allan Pettersson", um compositor austriaco que nasceu em 19 de setembro de 1911 e morreu em Junho de 1980.

Comecei a escutá-lo com toda a curiosidade do mundo e descobri que sua música era simplesmente fora do comum. Quando li sua história  de vida (clique aqui) e o sentido que ele dava a suas sinfonias, foi o tiro de misericórdia. Seu pai, ferreiro,  alcoólatra e violento, espancava sua mulher na frente das crianças. Pettersson na sua vontade de aprender música, vendia cartões de natal para conseguir comprar um violino. Seu bondoso pai, entendeu que  tal atitude era um ato de desafio, espancou Pettersson com todabrutalidade. Aos 14 anos, depois de terminar a escola primária, Pettersson dedicou-se tempo integral ao violino.

Sua vasta música fala e transfere as suas dores, os desafios, os fracassos e as conquistas que o mundo atingiu. Não é essencialmente uma música triste, porém retrata com sinceridade e uma ótica verdadeira, ríspida e crua as faces da humanidade.

Ouvindo a sinfonia N.4 (clique aqui para ouvir) me deparei com esta bela imagem e resolvi testar meus limites. Pra mim, soa como uma bela homenagem a este grande mestre da música dos tempos modernos.  Tenho uma profunda admiração e respeito pelo seu trabalho e resolvi pintar esta imagem que aparece na sinfonia.

Presenteei com este quadro um amigo/irmão, grande compositor, leitor voraz e grande artista chamado André Maria,  ao qual tenho tanto respeito quanto ao Allan Pettersson, que influenciou e influencia os meus mais longiquos pensamentos e imagens, influenciou minha personalidade e meus gostos musicais.

Meus mais profundos agradecimentos a esta grande alma que nos brindou com sua existência terrena, dando o melhor de si em forma de música.

Segue a reprodução em tela, pintada a mão - Acrilico sobre tela - 70x50
Espero que tenham gostado.

Um abraço no coração de todos vocês.
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domingo, 4 de dezembro de 2016

Presente abandonado

Boa tarde pessoal

Conversando com uma amiga, informei pra ela que eu estava pintando quadros e contando um pouco da minha história e tentativas de pintar. Ela disse que adorava pinturas diferentes e me repassou uma imagem que ela tinha visto na internet.  Pediu que eu a pintasse para dar-lhe de presente ( como a maioria  rsrsrs ). Achei a imagem interessante, porém logo a adverti que não iria sair igual a imagem, pois eu gosto de dar meus toques e minha personalidade aos quadros, pois para copiar usamos uma máquina de impressão rsrsrsrs.   Tinha uma tela 30x40 em casa, logo prontifiquei-me em pintar.

Um dia depois(domingo), mãos a obra. Resolvi usar espátulas e tintas acrílicas, depois de perceber que a inalação do cheiro das tintas à óleo estava me fazendo mal.   Em 40 minutos o quadro estava pronto. 

Em outro dia, mostrei a imagem para ela e perguntei se ela tinha gostado. Ela surpreendeu-se com o resultado e disse que pegaria o quadro o mais rápido possível. Final das contas, o quadro se encontra até hoje comigo..rsrsrs   Ressalvo a sua condição de mãe recente, cuidando da filhinha recém nascida não lhe deu condições de pega-lo. Porém, já fazem alguns meses. 

O quadro encontra-se disponível, pois se a verdadeira dona resolver recebe-lo, pintarei outro como castigo..rsrsrs

Um abraço no coração de todos voçês !!

A. Nilson





domingo, 18 de setembro de 2016

Presente pra ela

Boa noite gente !!

Em meados de março, la pro dia 18, estava eu em casa pensando no que ia dar de presente para minha esposa. Como as circunstâncias estavam propícias, ela arrumando a casa e movimentando os móveis, resolveu pintar uma parede com uma cor diferente do restante da sala.  Minhas condições monetárias estavam distorcidas e em nível baixo, resolvi dar a ela algo que brotasse de minhas energias e demonstrar o que eu tinha dentro de mim e dá-la de presente de aniversário( 22 de março).
Ela não gosta de quadros com paisagens, ou figuras humanas. Tem preferência pelo abstrato e expressionista.  Como estava começando a pintar e não tinha muita coisa a oferecer, fiz um quadro simples mas que causasse um impacto visual para enfeitar e equilibrar a sala desta nobre figura. 
Sei que ela tem preferência por vermelho, então, soltei o pincel. 

Não sei se é correto ou temeroso explicar um quadro abstrato, pois cada um interpreta à sua maneira e condição intelectual, vivência e capacidade imaginativa. Mas o que na verdade eu queria expressar era a nossa união, nossa participação na vida um do outro, nossa cumplicidade e amizade acima de tudo.

A pintura retrata em sua lateral esquerda superior umas curvas, traços arredondados com parte das cores do Brasil, simbolizando as curvas da mulher brasileira, os seus belos quadris.   No lado direito inferior a natureza retilínea do homem, com sua retidão moral e a força material, a medida justa de um homem que persegue a justiça.  Também nas cores do Brasil e com o mesmo significado, com acréscimo de tons de azul, que representa a procura da serenidade e da tranquilidade.

No meio da pintura,  algo semelhante a dois DNA´s entrelaçados e unidos, com pequenas diferenças. No centro do DNA, algo como um gérmen, um fruto, uma semente que resultou  da união de dois seres parecidos porém poláricos diferentes, da nossa união sem explicação.

No dia do seu aniversário, a coitada trabalhou o dia todo e eu estava em casa finalizando este pequeno gesto de amor e carinho.  Após presentea-la , vi um pouco de cansaço nos seus olhos mas mesmo assim senti que ela gostou, apesar de eu nunca ter explicado o verdadeiro sentido  destes centímetros quadrados de tinta esboçados com mais carinho do que técnica.

Acho que a verdadeira arte não está no "controle" de suas mãos , e sim no desgovernar de suas idéias.

Bem, é isso !!

Espero que tenham gostado. 

Comente, critique ou elogie, porém me ajudem a crescer  !!






quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Minha primeira pintura

Olá pessoal, leiam até o fim que é engraçado  !!!

Na minha infância, nunca consegui representar nada nem ninguém através de lápis e papel,  tintas ,canetas, giz, carvão, areia nem qualquer coisa que indicasse algum ínfimo talento pictórico ou artistico. Como toda criança comum, em escola do governo ou particular, sentia-me constrangido ao ver alguns de nossos coleguinhas, aos primeiros anos, esboçar talentos extraordinários com lápis e papel.  Rostos, figuras de desenho animado, belas paisagens, árvores, familia unida com o cachorro ao lado, eram o enredo temático desses pequenos artistas. Eu, porém, como a maioria de nós, não conseguia esboçar nem um fio de talento do primeiro homem fabricante do primeiro desenho rupestre.( risos).  Não saia nem uma bola perfeita .  Alias, não sei se isso procede ou não, diz o dito popular e suburbano que quando não temos talento para nada na infância ( soltar pipas, brincar com bolas de gude, carrinhos de rolimã(rolamentos), provavelmente seríamos músicos ( que maldade com os músicos - mais risos por que tambem sou músico).  Enfim, como os pensamentos e a vontade designa o nosso destino, guardei esses pensamentos e vontades no fundo do meu porão mental.  Cresci, estudei, trabalhei, namorei,casei etc etc e etc. Sempre dizia para meus amigos e próximos que sempre tivera vontade de pintar. O corre-corre inútil da vida continuava a afastar o que de mais precioso o ser humano possui; a sua individualidade para com o universo e seus mais puros anseios.  Apesar de tudo, nunca fui afastado das artes  e, como costumo dizer, todas as artes caminham juntos. Vendo vídeos na internet sobre as várias manifestações de arte em todas as eras da humanidade, me dou de cara com o meu concorrente da infância ( a pintura rupestre do oculto homem pre-historico).  Caí na risada e me remeti a minha infãncia.   Como muitos anos se passaram, eu teoricamente deveria estar bem pior, por não praticar nem estudar nada relacionado ao assunto. Desafiei a mim mesmo e a este grande artista pre-histórico, na compreensão que tenho hoje, e me inspirar e despertar dentro de mim algo que era tão forte e abandonado.   Comecei minha jornada pesquisando na internet formas de pintura e me deparei com um artista chamado Laércio Alves, que produz somente com os dedos belos quadros e paisagens. Como nunca estudei nada, não sabia nem por onde começar, mas continuei a pesquisa.  Comprei uma tela 20x20, tintas à óleo e armei o circo  em casa.  Observei "atentamente" o vídeo e soltei o dedo (  risos).   A coisa começou a manchar, a saír do controle, eu do meio eixo psicologico e a manchar o chão e minhas mãos. Com muito jeitinho, consegui dar forma as manchas que eu tinha conseguido conduzir a parecer com algo na terra ( desculpe esse coloquial kkkkkkkkkkkkkk).   Achei muito esquisito a destreza com que Laércio deslizava os dedos na "Tela".  Depois de todo melado, descobri que ele não estava usando uma tela, e sim um mdf branco  ( mais kkkkkkk).   Gente, perdoem minha ignorância mas passei despercebido deste "pequeno" detalhe. Enfim, o que saiu está logo a baixo.

Detalhe:  ao lado da árvore da esquerda, as águas caem dentro da boca de "um homem terra".  Dentro das minhas ínfimas e primeiras dedadas na tela, foi díficil pra mim fazer isso.

Bem, é isso ai !!

Espero que vocês vejam em mim aquele ser oculto e pré-histórico que me inspirou a rebuscar o que tinha guardado no meu porão mental.

Um abraço no coração de todos